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A ENCARNAÇÃO E O NASCIMENTO DE CRISTO! |
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| Mensagem ministrada domingo, 11/12/2011 - pelo pastor Ezequias, Miqueias 5:2 |
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(Adaptado de sermão pregado por C. H. Spurgeon, em 23/12/1855).
- Os antigos puritanos faziam ostentação do trabalho no dia de Natal, só para mostrar que protestavam contra a observação desse dia. Mas nós cremos que protestavam tão radicalmente, que desejamos como descendentes seus aproveitar o bem acidental conferido há esse dia, e deixar que os supersticiosos sigam com suas superstições.
01. Quem enviou a Cristo?
(a) Jesus não veio por casualidade ou de modo despropositado.
- É um doce pensamento que Jesus Cristo não veio sem a permissão, autoridade, consentimento e ajuda de seu Pai. Foi enviado pelo Pai para ser o Salvador dos homens.
(b) Sua vinda veio precedida por uma forte decisão de amor!
- Por acaso você nunca viu a profundidade do amor que havia no coração do Senhor, quando Deus Pai preparou Seu Filho para a grandiosa empreitada de misericórdia?
(c) Pode-se imaginar no espectro da eternidade, antes da vinda do Senhor Jesus:
- Oh! Sou do parecer que os anjos devem ter chorado quando perderam a companhia de Jesus – quando o Sol do Céu lhes arrebatou toda Sua luz. Porem, o seguiram. Desceram com Ele – e quando Seu espírito entrou na carne, e se converteu em bebê, foi servido por esse poderoso exército angelical - esses que depois de terem estado com Ele no casebre de Belém, e depois de ver-lhe descansar no peito de Sua mãe, em seu caminho de volta ao alto, apareceram para os pastores e disseram para eles que tinha nascido o Rei dos judeus. O Pai o enviou! Contemplem esse tema.
02. De onde Cristo veio?
(a) Em primeiro lugar, considerou-se que Cristo nascesse em Belém, devido à história de Belém. A pequena aldeia de Belém era muito querida para todo israelita.
Partiram de Betel; e havia ainda um pequeno espaço de terra para chegar a Efrata, e deu à luz Raquel, e ela teve trabalho em seu parto. E aconteceu que, tendo ela trabalho em seu parto, lhe disse a parteira: Não temas, porque também este filho terás. E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou-lhe Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim. Assim morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata; que é Belém. E Jacó pôs uma coluna sobre a sua sepultura; esta é a coluna da sepultura de Raquel até o dia de hoje. (Genesis 35:16-20)
(b) Belém, cidade do rei Davi.
- O belíssimo livro de Rute tinha todo seu cenário em Belém. Foi em Belém que Rute saiu a recolher espigas nos campos de Boaz; foi ali que Boaz a olhou, e lá que ela se prostrou em terra diante de seu senhor; foi ali que foi celebrado seu matrimonio, e nas ruas de Belém, Boaz e Rute receberam uma bênção que os fez frutíferos, de tal forma que Boaz converte-se no pai de Obede, e Obede pai de Jessé, e Jessé gerou a Davi.
(c) Mais adiante, existe algo no nome do lugar. “Belém Efrata.” A palavra ―Belém‖ tem um duplo significado: quer dizer “casa de pão,” e “casa da guerra.”
- Não existe alimento como Jesus para a alma desesperada ou para o mais forte dos santos. O mais humilde da família de Deus, vá a Belém por seu pão – e o homem mais forte, que come sólidos alimentos, vá a Belém por eles. Casa do Pão! De onde poderia vir nosso alimento fora de Ti?
(d) E também é chamada “a casa da guerra;” porque Cristo é para os homens “casa do pão”, ou do contrário, “casa da guerra.”
- Enquanto Ele é alimento para o justo, faz guerra ao ímpio, segundo Sua própria palavra: “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares.” ( Mateus10:34-36)
(e) Se Jesus não for “pão” para você, será uma “guerra” que você terá de travar por seu destino na eternidade!
- Pecador! Se não conheces Belém como “a casa do pão”, então ela será para ti uma “casa de guerra”.‖ Se nunca bebes o doce mel dos lábios de Jesus – se não és como a abelha que sorve do delicioso e doce licor da Rosa de Saron, então, dessa mesma boca sairá uma espada de dois gumes contra ti – e essa mesma boca da quão os justos sacam seu pão, será para ti a boca da destruição e a causa de teu mal.
(f) Agora, vamos nos referir a essa palavra: ―Efrata”. Esse era o antigo nome do lugar, que os judeus conservavam e amavam. Seu significado é “Fecundidade” ou ―abundância”
- Ah! Que adequado foi que Jesus nascera na casa da fecundidade – pois, de onde vem minha fertilidade e sua fertilidade, meu irmão, senão de Belém? Nossos pobres corações infrutíferos nunca produziram nenhum fruto, nenhuma flor, até que foram regados com o sangue do Salvador.
(g) Continuando, notemos a posição de Belém. É dito que é “pequena para estar entre as famílias de Judá.” Por que é dito isso? Porque Jesus Cristo sempre vai em meio dos pequenos.
- Quem tem um coração quebrantado, e um espírito humilhado, terá ao Salvador, e ninguém mais. Ele não cura nem ao príncipe nem ao rei, mas sim, mas “ele sara aos quebrantados de coração e ata-lhes suas feridas” (Salmo 147:3). Que doce pensamento! Ele é o Cristo dos pequeninos. “
(h) Esse acontecimento histórico remete-nos à reflexão sobre a divina providência!
- O pó do verão move-se em sua rota, guiado pela mesma mão que dispersa às estrelas pela extensão do céu – as gotas de orvalho têm seu Pai, e cobrem a pétala da rosa conforme Deus o ordena; sim, as folhas secas do bosque, quando são esparramadas pela tormenta, têm uma posição assinalada de onde devem cair, e não podem modificar ela. No que é grande e no pequeno, Deus ali está: Deus em tudo, fazendo todas as coisas de acordo ao conselho de Sua própria vontade; e ainda que o homem busque ir contra seu Criador, ele não pode tal coisa.
(i) Nada passa despercebido ao governo de nosso Deus.
- Deus tem colocado um limite ao mar com uma barreira de areia; e se o mar levanta uma onda trás outra, no entanto, não excederá seu limite assinalado. Tudo é de Deus; e a Ele, que guia as estrelas e dá asas aos pardais, que governa os planetas e também move os átomos, que fala trovões e sussurra brisas, a Ele seja a glória, pois Deus está em cada coisa.
03. Para que Cristo veio?
(a) “É nos nascido, um rei divinal”!
- Poucos alguma vez “nasceram reis.” Alguns homens nascem como príncipes, mas é coisa rara nascerem como reis. Não creio que se encontre algum caso na história onde um menino tenha nascido rei.
(b) Ele nasceu rei!
- No instante que veio à terra Ele era um rei. Não teve que esperar sua maioridade para poder assumir Seu império – mas tão pronto como Seu olho saudou a luz do sol, era rei – desde o instante que Sua pequeninas mãos tomaram alguma coisa, tomaram um cetro; logo que seu pulso pulsou, e Seu sangue começou a fluir, seu coração bradou com batidas reais, e seu pulso pulsou com uma medida imperial, e seu sangue fluiu em uma corrente de realeza. Ele nasceu rei.
(c) Ele permanece rei dos que reconhecem ser seus súditos!
- Meu irmão, já se submeteu ao governo de Jesus? É Senhor de seu coração, ou não? Podemos conhecer a Israel por isso: Cristo veio a seus corações, para ser Senhor deles.
- Bendito Senhor Jesus! Tu és Senhor nos corações dos que são Teu povo, e sempre o serás; não queremos outro senhor, salvo a Ti, e não nos submetemos a ninguém mais, alem de Ti. Somos livres, posto que somos servos de Cristo; estamos em liberdade, já que Ele é nosso Senhor, e não conhecemos nenhuma servidão nem alguma escravidão, porque somente Jesus Cristo é o monarca de nossos corações.
04. Cristo já veio alguma vez antes?
(a) Primeiro ponto, Cristo teve Suas saídas em Sua divindade. ―desde os dias da eternidade.”
- Ele não tinha sido uma pessoa secreta e silenciosa até esse momento. Esse menino recém-nascido fez maravilhas desde muito tempo antes; esse bebê dormindo nos braços de Sua mãe, hoje é bebê, mas é o Ancião da eternidade; esse menino que está ali não fez Sua primeira aparição no cenário desse mundo; Seu nome, todavia, não tinha sido escrito no registro dos circuncidados; porem, ainda que não o saibas, as “saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.”
(b) Desde tempos antigos, Ele saiu como nossa cabeça do pacto na eleição, “nos elegeu nele antes da fundação do mundo” ( Efésio 1:4)
(c) Ele saiu por Seu povo, como seu representante diante do trono, ainda antes que esse povo fosse gerado no mundo.
- Foi desde a eternidade que Seus poderosos dedos tomaram a pluma, e a caneta das eras, e escreveram Seu próprio nome, o nome do eterno Filho de Deus – foi desde a eternidade que firmou o pacto com seu Pai, no qual pagaria sangue por sangue, ferida por ferida, sofrimento por sofrimento, agonia por agonia, e morte por morte, em favor de Seu povo – foi desde a eternidade que Ele se entregou a Si mesmo, sem murmurar uma palavra, que desde Sua cabeça até a planta dos Seus pés suaria sangue, que seria cuspido, transpassado, burlado, seria partido em dois, sofreria a dor da morte, e as agonias da cruz. Suas saídas como nossa garantia foram desde a eternidade.
(d) Por conta disso, a sua vida já está preservada em Jesus!
- Não somente quando nasceu nesse mundo que Cristo lhe amou, porem, Seus deleites estavam com os filhos dos homens desde antes que houvesse filhos dos homens. Frequentemente pensava neles – de eternidade a eternidade Ele tinha posto Seu afeto neles. Como então, crente, Ele esteve envolvido em sua salvação desde muito tempo atrás, e não vai alcançá-la? Desde a eternidade Ele saiu para salvar-me, e vai me perder agora? Como? Tem-me em Sua mão, como Sua joia preciosa, e deixará que resvale em meio de Seus preciosos dedos? Elegeu-me antes que as montanhas fossem colocadas, ou que os canais das profundezas fossem esculpidos, e agora me perderá? Impossível!
(e) Jesus estava presente em seu ministério no Antigo Testamento.
- Quando Abraão intercedeu por Sodoma, Jesus estava com ele, pois um dos empregos mais elevados e mais nobres de um cristão é esse da intercessão, e é quando ele está ocupado dessa maneira que terá a probabilidade de obter uma visão de Cristo. Jacó estava envolvido em lutar, e essa é uma parte do dever de um cristão, que alguns de vocês nunca experimentaram – consequentemente, vocês não tem muitas visitas de Jesus. Foi quando Josué estava exercitando a valentia que o Senhor se encontrou com ele. O mesmo foi com Sadraque, Mesaque e Abednego – eles encontravam-se nos lugares altos da perseguição devido o apego ao dever, quando Ele veio a eles, e lhes disse: “estarei com vocês, passando através do fogo.”
(f) Uma oração em forma de súplica:
- Doce Senhor Jesus! Tu, cujas saídas foram desde o inicio, desde os dias da eternidade, Tu que, todavia, não abandonou Tuas saídas. Oh, que saísses hoje para animar ao desmaiado, para ajudar o cansado, para sarar nossas feridas, para consolar nossas aflições! Saí, lhe suplicamos, para conquistar os pecadores, para subjugar corações endurecidos, para romper as portas de ferro de seus pecados e fazer delas pedaços! Oh, Jesus! Sai; e quando saias, vem a mim!
Ilust. Em um romance inglês do século XIX, enfoca-se uma pequena cidade na qual, todo ano, pelos últimos 500 anos, os habitantes se reúnem na igreja na noite de Natal e oram. Pouco antes da meia noite, acendem velas, e cantando hinos e melodias natalinas caminham vários quilômetros até uma gruta antiga e abandonada. Ali fazem um presépio completo, até com manjedoura. Em sua simplicidade, ajoelham-se e oram. Seus hinos aquecem a noite fria, de dezembro. Todos os habitantes da cidade que podem caminhar estão presentes.
E existe um mito naquela cidade, a crença de que se todos estiverem presentes na noite de Natal e estiverem orando em perfeita fé; então, ao soar a meia noite, ocorrerá a segunda vinda de Cristo. E durante 500 anos, eles vão até aquelas ruínas e oram. Entretanto, nada acontece. Alguém pergunta a um dos principais personagens da história: "você crê que Jesus voltará novamente, na noite de Natal em sua cidade?". "Não", ele responde balançando a cabeça com tristeza. "Então, porque vai até lá todo ano?", a pessoa pergunta. "Ah", ele diz sorrindo: "E se eu for o único que não estiver presente quando acontecer?". |
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