DEIXA ESTE ANO AINDA!


Mensagem ministrada dominfo, 01/01/2012 - pelo pastor Ezequias, Lucas 13 6-9

 

- “A teologia da alegria” (John Piper):

 

“... é antibiblico e arrogante tentar adorar a Deus por qualquer outra razão que não o prazer de estar nele (... não em seus dons, mas nele. Não em nós mesmos, mas nele.)”.

 

“... a paixão predominante de Deus é exaltar a grandiosidade da sua glória”.

 

 “... o pecado contra Deus, como violação de uma obrigação infinita, tem de ser um crime infinitamente hediondo, e assim, merecedor de punição infinita...”.

 

“... adoração é a maneira de refletir alegremente de volta para Deus o brilho do seu valor”.

 

01.  Jesus está intercedendo pela sua vida:

 

“Senhor, deixa este ano ainda...”

 

- O começo de um ano novo SUGERE UMA RETROSPECTIVA. Olhemos resoluta e honestamente. “Ainda este ano” – então houve anos anteriores de graça. O vinhador não estava consciente pela primeira vez da falha da figueira, nem o dono da figueira tinha vindo pela primeira vez buscando figos em vão. (C. H. Spurgeon)

 

(a)    Trata-se de um apelo apaixonado.

 

(b)   Trata-se de um apelo gracioso.

 

(c)    Trata-se de um apelo preciso.

 

- “Sinais de Uma Vida Agradável a Deus”, de Richard Baxter (1615-1691):

 

. Veja então se você vive buscando principalmente agradar a Deus... : você pode descobrir através destes sinais.

 

1. Vocês terão mais interesse em entender as Escrituras e em saber tanto o que agrada quanto o que desagrada a Deus.

 

2. Vocês terão mais interesse na realização de todos os seus deveres, com o propósito de agradar a Deus e não aos homens.

 

3. Vocês olharão para seus corações e não só para suas ações; para seus fins e pensamentos; para o seu homem interior e seu nível de espiritualidade.

 

4. Vocês atentarão para seus deveres secretos, tanto quanto para os públicos e, para aqueles que não são vistos pelos homens, tanto quanto para os que são.

 

5. Vocês respeitarão suas consciências e não as desprezarão; quando elas lhe mostrarem o desagrado de Deus, isto os inquietará; quando elas lhe mostrarem Sua aprovação, isto os confortará.

 

6. Suas companhias serão pessoas caridosas e piedosas, que buscam agradar a Deus, e não orgulhosas e ambiciosas que buscam honra própria, nem ímpias, que desagradam a Deus.

 

7. Se os homens são agradados ou desagradados, ou a forma com que o julgam, ou como eles o chamam, parecerá um assunto pequeno para você, como o próprio interesse deles, em comparação ao julgamento de Deus. Você não vive para eles. Você pode suportar seus desagrados , censuras, e reprovações, se tão somente agradar a Deus. Estas serão suas evidências.

 

02.  Jesus pretende investir na sua vida.

 

“até que eu cave em derredor, e lhe deite estrume.”

 

- Deus, que nos dá “ainda esse ano”, nos tem dado outros anos previamente. Sua paciente misericórdia não é uma novidade. Sua paciência já foi posta a aprova por nossas provocações. (C. H. Spurgeon)

 

(a)    Cavar em redor implica em abrir possibilidades.

 

(b)   Dois fertilizantes implacáveis:

 

(*) Uma vida de oração poderosa.

 

(*) Um prazer na leitura das Escrituras.

 

(*) Uma busca do revestimento do Espírito Santo.

 

- D. L. Moody: “Comecei a clamar como nunca antes. A fome disso aumentou. Realmente, senti que não quereria mais viver se não pudesse ter poder para o serviço. Continuei clamando, o tempo todo, que Deus me enchesse com o Espírito. Bem, um dia, na cidade de Nova Iorque, ah, que dia, nem posso descrevê-lo! Raramente me refiro a isso, é uma experiência quase sagrada demais para mencionar. Só posso dizer que Deus se revelou a mim, e de tal maneira experimentei o Seu amor que tive que pedir-lhe que detivesse a mão”.

 

- Thomas Goodwin: “Há uma luz que vem e se apodera da alma do homem e lhe assegura que Deus é dele e ele é de Deus, e de que Deus o ama desde toda a eternidade. É uma luz que transcende à da fé comum. É o segundo bem, depois do céu; você não obtém mais nada, não poderá obter mais nada, enquanto não chegar lá”.

 

"Um homem e o seu filhinho (estão) andando pela estrada de mãos dadas; a criança sabe que é filha de seu pai e sabe que ele a ama, regozijando-se nisso e sendo feliz por causa disso. Não existe nenhuma incerteza a respeito disso, mas subitamente o pai, movido por algum impulso, pega a criança no colo, abraça-a e depois a recoloca no chão para continuarem andando juntos".

 

03.  Jesus tem um planejamento em relação a você:

 

“... se no futuro der fruto, bem; mas, se não, cortá-la-ás”.

 

- O novo ano também nos lembra das oportunidades de utilidade, que chegaram e se foram, e de resoluções não cumpridas, que floresceram só para murcharem – será “ainda esse ano” como esses que transcorreram antes? Não poderíamos esperar que a graça avançasse sobre a graça já ganha, e não deveríamos buscar poder para transformar nossas enfermas promessas em robusta ação? (C. H. Spurgeon)

 

(a) Não há meio termo entre frutífero e infrutífero.

 

(b) O corte definitivo vem das mãos do justo juiz.

 

(c) O tempo hoje é de frutificação em todas as áreas.

 

- Comentário Kretzmann: "Aqui há uma lição para todos os tempos, visto que Deus lida de modo semelhante com todas as pessoas. Sua justiça está temperada com a paciência. Ele espera muito, antes de condenar. A misericórdia e o amor da parte de Jesus têm, muitas vezes, êxito para estender o tempo da graça para as pessoas. Finalmente, porém, a paciência mais terna precisa chegar ao fim, e ser executada a justiça."

 

(d) O tempo hoje é de sérias reflexões com base no passado, com projeções para o futuro.

 

- Olhando o passado, lamentamos as sandices pela quais não queríamos ser mantidos voluntariamente cativos “ainda esse ano”, e adoramos a misericórdia perdoadora, a providencia preservadora, a liberalidade ilimitada e o amor divino, dos quais esperamos ser participantes “ainda esse ano”. (C. H. Spurgeon)

 

(e) O tempo hoje é de definições sobre a nossa eternidade.

 

- Mesmo quando Jesus é o intercessor, a solicitação de misericórdia tem seus limites e seus tempos. Não é para sempre que seremos deixados sós, e que nos seja permitido inutilizar a terra – se não nos arrependermos, devemos perecer – se não queremos ser beneficiados pela enxada,d devemos cair pelo golpe do machado. (C. H. Spurgeon)

 

(f) O tempo hoje é de respondermos a tão grande apelo!

 

- Querido amigo, “ainda esse ano” será seu último ano? Está preparado para ver que a cortina se levantar revelando a eternidade? Está preparado para ouvir o grito da meia noite, e entrar na ceia das Bodas? O juízo e tudo o que se seguir são, de forma certíssima, a herança de todo homem. Benditos aqueles que pela fé em Jesus são capazes de enfrentar o tribunal de Deus sem pensamento de terror. (C. H. Spurgeon)

 

- Na Roma antiga, as palavras são acreditados para ter sido usado nas ocasiões em que um general romano foi desfilar pelas ruas durante a vitória triunfo . Atrás do general vitorioso era o seu escravo, que foi encarregado de lembrá-lo de que, apesar de sua alteza estava em seu auge hoje, amanhã ele pode cair ou, mais provavelmente, ser derrubado. O servo transmitido esta dizendo o general que ele deveria se lembrar, "Memento mori". É possível ainda que o servo disse em vez disso, "pós Respice te Hominem te ESSE memento mori Memento!": "Olhe atrás de você Lembre-se que você é, mas um homem Lembre-se que você vai morrer!", Como observado por Tertuliano em seu Apologético .

 

Ilust. Richard Wurmbrand, “Alcançando as alturas”:

Quantos anos de vida ainda nos restam? Um rei deu ao seu palhaço o batão de marechal e lhe disse: "Eu o nomeio marechal dos tolos. Se você encontrar alguém mais tolo que você, entregue-o a ele". Os anos se passaram. O rei estava em seu leito de morte. O palhaço lhe perguntou: "Você sabe para onde vai?" "Não", respondeu o rei. "Só sei que vou morrer." "Então, há uma 'certeza' também para os reis. Você entesourou alguma riqueza para si mesmo no mundo além para onde vai?". "Nunca pensei sobre isso". "Você sabia que teria de morrer e, apesar disso, não fez nenhuma escolha definida? Você não se preparou para o céu? Você não evitou o inferno?" "Nunca parei para pensar profundamente sobre essas coisas". O palhaço pegou o bastão da manga onde o trazia escondido e devolveu-o ao rei. "Então, eu agora o nomeio o marechal dos tolos".