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DEUS GOVERNA A HISTÓRIA 3! |
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| Mensagem ministrada domingo, 05/02/2012 - pelo pastor Ezequias, Gênesis 6: 12. 4-9 |
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- Neste capítulo 12 temos, de certa forma, o inicio da história de todos os que crêem. Sabe por quê? Porque é o inicio da história de Abraão, o “pai da fé”, e todos os que crêem são chamados seus filhos. Então, é também o inicio da nossa história. (Itamir Neves de Souza)
- Tudo bem próprio de quem tinha comunhão com o Senhor: - Calvino: "É como se ele dissesse: 'ordeno-te que partas com os olhos fechados, e proíbo-te que indagues para onde estou a conduzir-te, até que, tendo renunciado à tua terra, entregues-te exclusivamente a mim'".
01. Aqui Abraão começa a dar passos na direção do seu chamado para abençoar as nações. (vv. 4-5)
(a) Ele “parte”, a fé tem a ver com “tomar atitude”, não apenas ficar retido em estado de contemplação vazia.
- A proposta divina a Abraão era difícil. Ele deveria renunciar às certezas do passado e enfrentar as incertezas do futuro. O texto de Hebreus 11.8 é muito feliz ao dizer que ele saiu sem saber para onde ia. Deixava o certo pelo duvidoso aos olhos humanos. (Isaltino Gomes Coelho Filho)
(b) Ele confia na palavra do Senhor que já havia sido liberada!
- Não houve novas revelações a Abraão durante o tempo de sua permanência em Haran. É bom notarmos este fato. Devemos agir segundo a luz comunicada, e então Deus dar-nos-á mais luz. (Mackintosh)
(c) O Senhor mandou, então ele obedece. Vemos em Abraão algo que havia também em Noé: um coração apto para a obediência.
- Tudo o que Abraão sabia na chegada a Canaã é que Deus o havia chamado para aquela terra. Ele creu, embora não pudesse entender completamente o plano de Deus. A fé geralmente nos leva para caminhos que são familiares somente ao Senhor. (Ron Crisp)
(d) Abraão não se guiava por vistas!
- Existe verdadeira benção, para a alma em cada ato de obediência, pois a obediência é o fruto da fé, e a fé liga-nos a Deus e leva-nos a uma comunhão viva com Ele.A fé descansa num terreno muito mais sólido do que a evidência dos nossos sentidos, isto é, a Palavra de Deus. Os nossos sentidos poderão enganar-nos, mas a Palavra de Deus nunca. (Mackintosh)
(e) Tratava-se de uma longa viagem na direção da terra que o Senhor Deus sabia onde ficava.
- Com apenas uma frase ele percorre 640 quilômetros e usa depois quatro versículos ao todo para percorrer os últimos 120 quilômetros: os atos de Abraão na terra. (Sidney Gredanus)
(f) Temos de aprender com esse texto a abrimos mão de nosso planejamento, evitando-o que ele seja um deus na nossa vida.
- “O planejamento é uma ferramenta que Deus pode lhe dar para usar, mas isso jamais pode substituir Deus. Seu relacionamento com Deus é muito mais importante para ele do que qualquer planejamento que você possa fazer. O nosso maior problema com o planejamento é que nós planejamos e fazemos com nossa própria sabedoria coisas que só Deus tem o direito de determinar. Nós não podemos saber o “quando”, o “onde” ou o “como” da vontade de Deus antes que ele mesmo nos diga.” (Henry T. Blackaby)
02. Em seu caminho, Abraão precisou lidar com situações apertadíssimas, do ponto de vista de sua segurança pessoal. (vv. 6-9)
(a) Ele passou por Siquém, e também por Moré:
- Siquém era uma antiga cidade situada entre os montes Ebal e Gerezim, e um importante centro político e religioso dos cananeus. O carvalho de More provavelmente era uma grande árvore ou um pequeno bosque que servia como lugar de culto, talvez o "carvalho dos adivinhadores" que é mencionado em Juízes 9.37. (Itamir Neves de Souza)
- Os carvalhos tinham um significado profundamente religioso para os cananeus. Eram árvores estimadas pela sua altura e folhagens. Os pagãos levantavam altares idólatras à sombra deles. Os profetas cananeus, por sua vez, sentavam-se sob os carvalhos para ouvirem o vento passar por suas folhas, interpretando o som como revelação de sua divindade. (Isaltino Gomes Coelho Filho)
(b) Ele precisou lidar com “cananeus na terra”.
- "Os cananeus estavam na terra", e para que os olhos de Abraão não fossem atraídos pelos Cananeus, os possuidores da terra, o Senhor aparece-lhe como Aquele que ia dar-lhe a terra e à sua semente para sempre. (Mackintosh)
(c) Em meio ao ambiente belicoso, Abraão não perdeu a oportunidade de estabelecer vínculos visíveis de sua comunhão com Deus: altares.
- Vemos o desafio de deixar marcas visíveis de nossa comunhão com o Eterno, por onde passamos. O mundo vê os sinais de nossa comunhão com Deus? (Isaltino Gomes Coelho Filho)
(d) Em meio à hostilidade de nossa sociedade sem Deus, somos desafiados a marcar vidas com a vida de Deus!
- Na terra alheia, um estranho entre os cananeus, ele edifica mais um altar e agora invoca o nome do Senhor. Se você lembra nosso estudo sobre a família de Sete, da linha da semente prometida para a mulher, ele fez a mesma coisa entre os descendente de Caim, perversos, seculares, profanos. “Invocar o nome do Senhor” significa declarar os atributos de Deus, publicamente, escancaradamente. É evangelismo. É missões. Abrão não tem uma fé clandestina, passiva. Ele é intencional em cumprir sua comissão como representante de Yahweh! (David Meek)
(e) Deus não sacraliza lugares, ele sacraliza pessoas!
- É importante registrarmos também que, embora fosse um centro idólatra cananeu, depois do aparecimento de Deus, que prometeu dar a sua descendência àquela terra, Abraão edificou-lhe um altar e prestou-lhe culto, provavelmente em gratidão, consagrando a Deus aquela que seria conhecida como a terra prometida. (Itamir Neves de Souza)
(f) Deus apareceu para Abraão, e uma visão de Deus não pode ser desconsiderada, sobretudo num contexto desses: Deus nunca nos deixa sem vislumbres de sua glória!
“O Deus glorioso apareceu a Abraão, nosso pai, estando ele ainda na Mesopotâmia, antes de morar em Harã, e lhe disse:...”. (At. 7.2)
(g) Antes de Jacó dar nome de “Betel” àquele lugar: Deus já havia estado ali!
- Betel era um centro cananeu, e ficava a 15 km ao norte de Jerusalém. Com esse altar, Abraão colocou de novo, em definitivo, o nome do Senhor no centro da terra prometida. (Itamir Neves de Souza)
(h) Tendas (moradias temporárias) e Altares (cenários da visitação do Senhor) eram a tônica da vida de Abraão.
- O altar e a tenda dão-nos os dois grandes traços do caráter de Abraão: adorador de Deus e estrangeiro na terra- bem-aventurados característicos! Nada tendo no mundo, temos, todavia, tudo em Deus. Abraão não tinha "sequer onde pôr a planta do seu pé"; mas tinha Deus e isso era bastante. (Mackintosh)
- A construção de altares em território hostil exigia coragem e fé! Não é a única vez. A peregrinação de Abrão foi deixou marcas, memoriais da bondade e fidelidade de Deus, por onde quer que passasse. Cp. 13.4, 18, 22.9). (Davi Meek)
(i) Nossa vivencia de fé tem de ser um processo de caminhada, onde a direção é mais importante do que a velocidade.
- A frase "armou a sua tenda", deve ser traduzida por um modo contínuo, literalmente significando "indo sempre", ou "caminhando e tirando as estacas", mostrando a vida nômade do primeiro patriarca hebreu. (Itamir Neves de Souza)
(j) “e invocou o nome do Senhor”, e isso tem implicações perpétuas em toda uma geração.
- "Invocou o nome do Senhor": o feito de Abrão fixou a bandeira, por assim dizer, no coração da terra prometida, e pôs às claras que o mando do Senhor impera em toda parte. As únicas estruturas que deixava atrás de si eram altares; nada que lembrasse as suas riquezas. (Derek Kidner)
(k) Abraão não vivia uma “fé privatizada”, sua vida com Deus era dinâmica!
- "O que Deus pede de uma alma não é a segurança própria de que ela pode ir longe. Antes, Deus requer aquela obediência humilde que faz o indivíduo dar inicio e na direção certa. O homem que começa corajosamente em seu coração jamais fracassará". (Cuthbert A. Simpson)
(l) Não é a toa que Abraão tem esse titulo nobre “amigo de Deus”:
- Em Abraão vemos a vida de fé. Ele se destaca como o exemplo supremo da vida de fé. É o homem fiel que avança, confiante na orientação divina, crendo nas promessas divinas, recebendo as confirmações divinas, herdando a bênção divina, submetendo-se a grandes provações e, apesar de falhas ocasionais, sendo ‘justificado’ pela fé e chamado “amigo de Deus”. (Sidlow Baxter)
(m) Vamos ser conhecidos também como homens e mulheres que são fieis ao chamado do Senhor?
- Onde estaríamos hoje se Abraão e Sara não tivessem assumido o compromisso de obedecer ao Senhor pela fé? Onde estaríamos se gerações anteriores de cristãos não tivessem se entregado inteiramente ao Senhor? Nós, que chegamos depois, não devemos, de forma alguma, deixar de reconhecer o valor daquilo que gerações anteriores pagaram um alto preço para obter. Que a próxima geração olhe para nós e diga: "Eles foram fiéis!". (Warren Wiersbe)
(n) Para isso é imprescindível que abramos mão do conforto que advêm daquilo que vemos!
- O cristianismo confortável é o oposto da vida de fé, pois, "peregrinos e estrangeiros" devem enfrentar novas circunstâncias, a fim de obter novas percepções sobre si mesmos e sobre seu Senhor. (Warren Wiersbe)
(o) A obediência nos levar a uma nova segurança em Deus e a novas promessas dele.
“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e, aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”. (João 14.21)
(p) Abrão não tinha uma fé só de cabeça, mas de pés.
Ilust. George Müller (1805-1896) foi, por 60 anos, diretor de um orfanato na cidade inglesa de Bristol. Ele tinha a convicção de que não deveria sair pedindo dinheiro às pessoas, mas diretamente a Deus. Resultado: nunca lhe faltaram os recursos para sustentar os 10.000 órfãos que por ali passaram ao longo dos 60 anos da direção de Müller. Nunca precisou se preocupar nem se desesperar. E ainda nos deixou a lição num trocadilho: - O início da ansiedade é o fim da fé; e o início da verdadeira fé é o fim da ansiedade.
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