MARCANDO VIDAS COM A VIDA DE DEUS!


Mensagem ministrada no sábado, 29/10/2011 - pelo pastor Ezequias, Mateus 9: 37-38

MARCANDO VIDAS COM A VIDA DE DEUS! Mateus 9.37,38

 

- Os adolescentes em nossa cidade representam um campo missionário que não pode ser ignorado:

 

“Há um grande movimento para a evangelização de crianças e adolescente, a partir da janela 4/14, conceito nascido nos Estados Unidos no final da década de 90 e recentemente promovido pelo evangelista que promoveu o conceito da janela 10/40. Apoiamos este movimento em uma perspectiva mais brasileira e mais ampla que chamamos de SUPER20 e que inclui a janela seguinte, a de jovens entre 15 e 25 anos de idade. Nossas pesquisas no contexto brasileiro indicam que, enquanto o grupo de 4 a 14 anos é onde acontecem a maioria das decisões por Cristo nas famílias evangélicas, sob a influência dos pais, o grupo de 15 a 25 anos é onde acontecem a maioria das conversões, independentemente do ambiente religioso da família, é também o grupo onde o jovem evangélico se torna mais influente na decisão dos amigos de sua idade. Somando, de cada quatro pessoas que se decide por Cristo, três tomam sua decisão entre 4 e 25 anos de idade. A igreja precisa prestar mais atenção a estes 20 anos de grande abertura para o Evangelho.” (http://www.evangelizabrasil.com/2009/10/28/20-anos-de-janela/)

 

01.  Você precisa enxergar a grandeza da obra. (v. 37)

 

(a)    A “seara” é a colheita de vidas preciosas para Deus que estão “maduras”, “no ponto” de serem ceifadas.

 

(b)   Jesus usa a palavra no grego, “polus”, e não “mega”.

 

(c)    A colheita de Deus é sempre grande, desde que ele deseja que todas as pessoas sejam salvas.

 

(d)   Temos de chorar pelo fato de que, por vezes não consideramos o tamanho da obra de Deus em nosso meio.

 

- A colheita é grande e está madura. Ao olhar em profundidade para a humanidade, surge o lamento sobre o “rebanho exausto e prostrado” e a falta de operários para a safra. Pois constitui uma agonia amarga ter uma colheita abundante mas faltarem os ceifeiros. (Fritz Rienecker)

 

(e)    É falta de responsabilidade nossa silenciar quando deveríamos falar!

 

- Os homens que deixam a seara (no sentido material) sem ceifa-la, devem ser considerados insensatos, pervertidos, ou, pelo menos, negligentes. A mensagem de Jesus- o evangelho- requer ação. (Champlim)

 

02.  Você precisa enxergar a grandeza do desafio. (v. 37)

 

(a)    Os trabalhadores são poucos, essa tem sido a razão de não fazermos tanta diferença em nosso meio.

 

- Os trabalhadores são poucos, ou seja, são aqueles que estão cheios de solidariedade com os ensinos do evangelho, aqueles que estão dispostos a trabalhar por Cristo. Naquele tempo, só o Senhor e, aqui e ali, algum israelita verdadeiro, trabalhavam para o reino. (Kretzmann)

 

(b)   Esses trabalhadores aqui “pegam no pesado”, não são meramente expectadores da obra.

 

(c)    São homens e mulheres recrutados pelo próprio Senhor!

 

- No tempo de safra o proprietário procura, além dos seus auxiliares permanentes, ainda trabalhadores especiais, para jogá-los (ekballein) na sua colheita, assim como um general lança suas forças de reserva na batalha decisiva. Há grande necessidade de discípulos de Jesus, impelidos pelo Espírito de Deus, plenos de uma fé firme, animados por um amor sagrado, dotados do olhar de Jesus, a saber, o olhar da compaixão e da esperança, que queiram ajudar na construção do reino de Deus. (Fritz Rienecker)

 

(d)   Se queremos ter uma colheita abundante, precisamos de corajosos ceifeiros.

 

- As multidões desejosas de instrução espiritual formam uma colheita abundante que necessitava muitos operários ativos; mas poucos mereciam esse caráter. Cristo é o Senhor da seara. (Mattew Henry)

 

(e)    Tem de haver no coração de cada um de nós algo mais do que “piedade” em relação àqueles que estão indo para o inferno.

 

- Moody era um vendedor de sapatos com pouca instrução que sentiu o chamado de Deus para pregar o evangelho. Certa manhã, ele e alguns amigos se reuniram num campo, para um culto de oração, confissão e consagração. Nessa ocasião, Henry Varley afirmou: “O mundo ainda há de ver o que Deus pode fazer com, por e através de um homem que for inteiramente consagrado a ele”.

 

Ele foi tocado por estas palavras. Mais tarde, enquanto ouvia as palavras do grande pregador Charles H. Spurgeon, Moody pensou:

 

“O mundo ainda há de ver! Com, por e através de um homem!” Varley referia-se a qualquer pessoa! Varley não disse que era necessário ser instruído nem brilhante nem outra coisa mais! Apenas uma pessoa! Bem, pelo Espírito Santo, eu serei uma dessas pessoas. Então, de repente, do alto dessa galeria, vi algo de que não me tinha dado conta antes: não é o Sr. Spurgeon, afinal de contas, quem está realizando aquela obra: é Deus. E se Deus pode utilizar o Sr. Spurgeon, pode também utilizar a todos nós e, por isso, devemos apenas prostrar-nos aos pés do Mestre e dizer: “Envia-me! Usa-me!”.

 

03.  Você precisa enxergar a grandeza de sua responsabilidade. (v. 38)

 

(a)    O termo é forte “rogai”:

 

- "deomai": suplicar, mendigar (como uma pessoa que se curva), implorar, orar, fazer um pedido. Ter falta, necessitar. Por isso, no texto grego do Novo Testamento: tornar conhecidas as nossas necessidades, suplicar, pedir.

 

(b)   Quando você para de dizer “nossa tarefa”, para dizer “minha tarefa”.

 

- É preciso algo da própria compaixão de Cristo, algo daquela comiseração divina que moveu o coração de Cristo. É necessário algo daquela disposição de trabalhar e, se preciso, de sofrer, que caracterizou o ministério de Cristo. É, finalmente, necessário o poder de oração que sobem com ímpeto ao céu e chegam ao Senhor da colheita, ao grande Senhor do reino, rogando que ele precisa intervir com poder, exortando os corações dos trabalhadores e fazendo-os voluntários, quando ele os envia para ceifa as almas para o seu reino eterno. (Kretzmann)

 

(c)    Jesus é o Senhor da Seara e ele não abre mão de sua exclusividade!

 

(d)   E a ordem dada a nós é que “roguemos” em oração! Antes da ação, vem a oração!

 

- O trabalho pessoal, em favor de almas, é bom. Contribuir com a obra missionária é bom. Mas o melhor de tudo é orar. Pela oração alcançamos Aquele, sem o qual todo o trabalho e o dinheiro disponível são em vão. Mediante a oração obtemos a ajuda do Espírito Santo. O dinheiro pode financiar. As universidades podem conferir erudição. As congregações podem eleger obreiros, e as autoridades eclesiásticas ordená-los. Porém, somente o Espírito santo pode fazer os verdadeiros ministros do evangelho ou levantar obreiros leigos para a seara espiritual, obreiros que não têm de que se envergonhar. Nunca, jamais nos esqueçamos de que, se desejamos fazer o bem à humanidade, nosso primeiro dever é orar! (J. C. Ryle)

 

(e)    A compaixão e a oração formam uma união poderosa, que leva o Senhor a aumentar o número de trabalhadores na seara espiritual.

 

(f)    E, pode parecer um “clichê”, mas: “Deus capacita os que Ele envia e não envia os capacitados”.