O NASCIMENTO, ALIMENTO E NOME DE JESUS!


Mensagem ministrada domingo, 04/12/2011 - pelo pastor Ezequias, Isaias 7.14,15

(Adaptado de sermão pregado por C. H. Spurgeon, em 24/12/1854).

 

- Não direi nada hoje contra festividades deste dia do nascimento de Cristo. Sustento que, talvez, não seja certo celebrá-lo, mas nunca estaremos no meio daqueles que consideram um dever celebrá-lo, assim como outros que o celebram de maneira correta.

 

01.  Comecemos com o NASCIMENTO DE CRISTO.

 

(a)    Um fato incomparável na história da humanidade.

 

- O texto diz expressamente: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho”. Essa expressão é incomparável até nas Escrituras Sagradas! Isso não poderia ter sido dito sobre nenhuma outra mulher senão Maria, e sobre nenhum outro homem poderia ser escrito que sua mãe era uma virgem.  

 

(b)   Detalhes do hebraico “almah” para “virgem”.

 

- O significado da palavra hebraica "almah". Esse termo não aparece no AT, onde o significado "virgem" não possa ser usado. Os gregos que traduzirem o AT para o seu idioma, centenas de séculos antes de Cristo, traduziram Isaias 7.14 com a palavra grega "parthenos", que significa "virgem". (Bíblia Estudo Palavras Chaves)

 

- Esta palavra hebraica ocorre sete vezes no Antigo Testamento. Significa uma mulher jovem, em idade de casar-se, normalmente uma virgem (Genesis 24.43). (Bíblia de Genebra)

 

(c)    É reparado na história da salvação o episódio da queda do homem, por meio de uma mulher, Eva.

 

- De igual forma que a mulher, por seu espírito aventureiro, foi a primeira a transgredir, para que não fosse desprezada, Deus, em Sua sabedoria planejou que a mulher, e unicamente a mulher, seria a autora do corpo do Deus Homem que redimiria a humanidade!

 

(d)   O quadro é terno, humilde e contundente. Trata-se de um chamado à humildade!

 

- Paremos e contemplemos essa cena. Um menino nascido de uma virgem, que combinação! Há o infinito e o finito, o mortal e o imortal, corrupção e incorrupção, o humano e o divino. Há Deus ligado à criatura; a Infinidade do Criador vem a este pontinho de terra – Ele, que não tem limites, quem a Terra e os céus não poderiam conter – sustentado nos braços de Sua mãe! Ele que fixou os pilares do Universo descansando em um peito mortal, dependendo da nutrição de uma mortal. Oh, que nascimento maravilhoso! Oh, que miraculosa concepção!

 

(e)    Tudo respira um clima de uma consternação cósmica.

 

- Nesse nascimento, além do mais, observando-se a miraculosa concepção, devemos notar em seguida o humilde parentesco. Aqui não diz que “uma princesa conceberá e dará a luz a um filho”, mas uma virgem. Sua virgindade era sua maior honra – ela não tinha nenhuma outra. É verdade, ela era de uma linhagem real, podendo contar com Davi entre seus antecedentes e com Salomão, formando parte de sua árvore genealógica. Ela era uma mulher que não deveria ser desprezada, pois ainda que tivesse uma origem humilde, carregava o sangue real de Judá.

 

(f)    Deve-se dar honra à Maria, por ter sido “bem aventurada”:

 

- Eu, hoje, gostaria de expor uma coisa que considero uma falha entre os protestantes. Devido ao fato de os católicos romanos darem muita importância à Virgem Maria, inclusive oferecendo orações à ela, nós costumamos falar sobre ela de uma maneira muito rápida. Ela não deve ser colocada em local de desprezo, pelo que pôde cantar verdadeiramente: “Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada”.

 

(g)   Registra-se um sentido nesse nascimento tão humilde! Para que nenhum coração humano possa ser excluído como uma possível “Belém”.

 

- Isso nos dá muito ânimo. Se Jesus nasceu em uma manjedoura de pedra, por que Ele não poderia vir habitar em nossos corações de pedra? Se Ele nasceu em um estábulo, por que os estábulos de nossas almas não poderiam ser habitação para Ele? Se Ele nasceu na pobreza, não poderia o pobre de espírito esperar que Ele seja seu amigo? Se Ele suportou tal degradação desde o princípio, consideraria Ele uma desonra vir até Suas pobres e humildes criaturas e habitar nos corações de Seus filhos? Ah, não! Nós podemos receber uma lição de consolo a partir de Seu humilde parentesco e podemos regozijar que não uma rainha nem imperatriz, mas uma humilde mulher tornou-se a mãe do Senhor da Glória!

 

(i)                 Mais cores para o nascimento de Jesus:

 

- O nascimento de Cristo não é desprezível, ainda que consideremos os visitantes que vieram a Seu berço. Primeiro, vieram pastores, como foi comentado de maneira singular por um antigo teólogo, os pastores não se perderam no caminho, mas os magos sim, esses se perderam. Pastores vieram primeiro, sem nenhum guia nem direção, a Belém. Os magos, guiados por uma estrela, vieram depois. A representação dos dois corpos da humanidade – o rico e o pobre – ajoelharam-se ao redor da manjedoura; e ouro, incenso e mirra e toda sorte de presentes preciosos foram oferecidos à Criança que era o Príncipe dos reis da terra, aquele que, em tempos primórdios fora ordenado para sentar no Trono de Seu pai, Davi, e que no futuro governaria todas as nações com Seu cetro de ferro.

 

(j) Indubitavelmente, Jesus não era um menino comum:

 

- Ele não pode ser um menino qualquer, pois em Isaias 8.8 (e provavelmente em 8.10), "Emanuel" é apresentado como o verdadeiro dono da terra, e como aquele que aniquilará Assíria. Além disso, o "filho" que nascerá é mencionado novamente em Isaías 9.6 e 11.1-5, e nestas passagens pode-se ver claramente que é uma Pessoa divina.

 

02.  A segunda coisa a falar é O ALIMENTO DE CRISTO.

 

(a)    Vamos ao original hebraico:

 

- Porém, no original não diz: “Manteiga e mel comerá para que saiba rejeitar o mal e escolher o bem”[versão King James], mas “Manteiga e mel comerá, até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem” [versão Revista e Corrigida], ou melhor ainda “Manteiga e mel comerá, quando souber recusar o mal e escolher o bem” [versão Corrigida e Revisada Fiel].

 

(b)   Além de 100% divino, Jesus era 100% humano.

 

- Usaremos essa última tradução e trataremos de extrair o significado que está por trás das palavras. Elas nos devem ensinar, primeiramente, sobre a própria humanidade de Cristo. Quando Ele quis convencer Seus discípulos de que Ele era carne, e não espírito, pegou um pedaço de peixe assado e um pouco de mel e comeu, como os outros fizeram. “Toquem-me”, Ele disse, “e vedes, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho”. Ele comeu manteiga e mel para nos mostrar que era um homem verdadeiro, o qual morreu no Calvário depois.

 

(c)    Jesus é o príncipe (e principal interessado) da Paz!

 

- A manteiga e o mel nos ensinam, de novo, que Cristo nasceu em tempos de paz. Alguns produtos não são encontrados na Judéia em tempos de conflitos – os estragos da guerra varrem todos os valiosos produtos da indústria – nos pastos que não têm irrigação, nem alimento, consequentemente, não há manteiga. As abelhas poderiam fazer sua colmeia nas carcaças de leões, para produzir mel lá. Mas quando a terra está conturbada, quem recolhe o mel?

 

(d)   O que John Lennon desejava, Jesus veio para implantar.

 

Então é natal

E o que você tem feito?

Um outro ano se foi

E um novo apenas começa

 

E então é natal

Espero que tenhas alegria

O próximo e querido

O velho e o Jovem

 

Um alegre Natal

E um feliz ano novo

Vamos esperar que seja um bom ano

Sem sofrimento

 

E então é natal (e a guerra terminou...)

Para o fraco e para o forte (...se você quiser)

Para o rico e para o pobre

O mundo é tão errado

 

E, então, feliz natal

Para o negro e para o branco

Para o amarelo e para o vermelho

Vamos parar com todas as lutas

 

Um alegre Natal

E um feliz ano novo

Vamos esperar que seja um bom ano

Sem sofrimento

 

E então é Natal

E o que nós fizemos?

Um outro ano se foi

E um novo apenas começa...

 

E então Feliz Natal

Esperamos que tenhas alegria

O próximo e querido

E velho e o jovem

 

Um alegre Natal

E um feliz ano novo

Vamos esperar que seja um bom ano

Sem sofrimento

 

A guerra acabou , se você quiser

A guerra acabou , se você quiser

A guerra acabou , se você quiser

A guerra acabou , se você quiser

 

(e)    Jesus foi o homem com percepção de maturidade incrível!

 

- Ainda há outro ensinamento aqui: “Manteiga e mel Ele comerá quando souber rejeitar o mal e escolher o bem”. Isso nos ensina sobre a maturidade de Cristo, e com ela quero dizer que, ainda quando era um menino, ainda quando se alimentava de manteiga e mel, que são alimentos infantis, Ele sabia discernir entre o bem o mal.

 

(f)    Interessantíssima essa aplicação:

 

- Talvez possa isso parecer brincadeira, mas antes que termine de falar sobre essa parte do tema, tenho que dizer-lhes quão doce é pra minha alma crer que, assim como Cristo se alimentava de manteiga e mel, certamente manteiga e mel caíam de Seus lábios. Doces são Suas palavras para nossas almas, mas desejáveis que mel das colmeias! Bom que coma manteiga Aquele cujas palavras acalmam o que está atribulado e cujas expressões são como azeite para nossas dores.

 

03.  Agora, chegaremos à conclusão com O NOME DE CRISTO.

 

(a)    “Deus conosco” que significado próprio para a combinação perfeita entre sua humanidade e sua divindade.

 

- Portanto, o nome "Emanuel" refere-se ao fato que Jesus é deus e homem numa pessoa. Nele, Deus está conosco na forma mais próxima possível, tomando nossa natureza humana em união consigo. Assim, o nome "Emanuel" é o cumprimento de todas as promessas pactuais de Deus de ser o Deus de seu povo e habitar com eles. (Ronald Hanko)

 

(b)   Que expressão próxima de sua proximidade com a humanidade!

 

- Esse é Seu nome, “Deus conosco” – Deus conosco, por Sua encarnação, pois o majestoso Criador do mundo caminhou sobre este globo! Ele, que criou 10 mil órbitas, cada uma delas mais poderosa e mais vasta que a Terra, tornou-se um habitante desse pequeno átomo. Ele, que era de Eternidade a Eternidade, veio a este mundo de tempo finito e tornou-se o guia desta terra.

 

(c)    Não se pode fugir de sua presença influenciadora: Jesus, o Emanuel!

 

- “Deus conosco” Ele não perdera Seu nome – Jesus teve esse nome na terra e Ele o tem, agora, no Céu! Ele é, agora, “Deus conosco”. Crente, Ele é Deus contigo para protegê-lo! Você não está sozinho, porque o Salvador está com você. Ponha-me em um deserto, onde plantas não crescem – Eu ainda posso dizer "Deus conosco". Ponha-me no perigoso oceano, onde meu barco me balance loucamente sobre as ondas – Eu ainda diria “Emanuel", Deus conosco”. Levem-me aos raios de Sol e deixem-me voar pelas águas ocidentais – Eu ainda poderia dizer:  “Deus conosco”. Deixem meu corpo mergulhar nas profundidades do oceano e deixem-me esconder nas cavernas subterrâneas – eu ainda diria, como um filho de Deus diria, "Deus conosco". Sim, em uma tumba, lá dormindo em meio à corrupção, ainda lá poderia ver as pisadas de Jesus! Ele trilhou o caminho de todo Seu povo e ainda é "Deus conosco".

 

(d)   Por ser “Emanuel”, nele encontramos satisfação plena!

 

- "Deus conosco", é o conforto do sofredor, é o bálsamo de sua dor, o alívio de sua profunda tristeza, é o sono que Deus dá a Seu amado, o descanso depois do trabalho e da labuta. Ah, e para terminar, "Deus conosco" constitui um soneto da eternidade, é a aleluia dos Céus, o clamor dos glorificados, a canção dos redimidos, o coro dos anjos, é a eterna oratória da grande orquestra do céu! "Deus conosco".

 

(e)    Para terminar: Cristo Em Cada Livro Da Bíblia:

 

Em Gênesis Jesus é o Cordeiro no altar de Abraão.

 

Em Êxodo é o cordeiro da Páscoa.

 

Em Levítico ele é o sumo sacerdote.

 

Em Números ele é a nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite.

 

Em Deuteronômio ele é a cidade de nosso refúgio.

 

Em Josué, ele é o tecido vermelho na janela de Raabe.

 

Em Juízes ele é o nosso Juiz.

 

Em Ruth ele é o nosso parente redentor.

 

Em I e II Samuel ele é o nosso profeta confiável.

 

Nos livros de Reis e Crônicas é o nosso soberano.

 

Em Esdras ele é o nosso escriba fiel.

 

Em Neemias é o reconstrutor de tudo que está destruído.

 

Em Ester ele é Mordecai assentado fielmente no portão.

 

Em Jô ele é o nosso redentor que vive para sempre.

 

Em Salmos ele é o meu pastor e nada me faltará.

 

Em Provérbios e Eclesiastes ele é nossa sabedoria.

 

Em Cantares ele é o belo noivo.

 

Em Isaias ele é o servo sofredor.

 

Em Jeremias e Lamentações Jesus é o profeta que chora.

 

Em Ezequiel ele é o maravilhoso homem de quatro faces.

 

Em Daniel ele é o quarto homem na fornalha.

 

Em Oséias ele é o amor sempre fiel.

 

Em Joel ele nos batiza com o Espírito Santo e com fogo.

 

Em Amós ele leva nossos fardos.

 

Em Obadias nosso salvador.

 

Em Jonas ele é o grande missionário que leva ao mundo a palavra de Deus.

 

Em Miquéias ele é o mensageiro dos pés formosos.

 

Em Naum ele é o vingador.

 

Em Habacuque ele é a sentinela orando sempre pelo reavivamento.

 

Em Sofonias ele é o Senhor poderoso para salvar.

 

Em Ageu ele é o restaurador de nossa herança perdida.

 

Em Zacarias é a nossa fonte.

 

Em Malaquias ele é o filho da justiça com a cura em suas asas.

 

Em Mateus ele é o Cristo o filho do Deus vivo.

 

Em Marcos ele é o operador de milagres.

 

Em Lucas ele é o filho do homem.

 

Em João ele é a porta pela qual todos devem passar.

 

Em Atos é a luz brilhante que aparece a Saulo no caminho de Damasco.

 

Em Romanos é a nossa justificação.

 

Em Coríntios é nossa ressurreição e o que leva os nossos pecados.

 

Em Gálatas ele nos redime da lei.

 

Em Efésios ele é nossa riqueza insondável.

 

Em Filipenses ele supre todas as nossas necessidades.

 

Em Colossenses ele é a plenitude do Deus encarnado.

 

Em Tessalonicenses ele é o nosso Rei que virá.

 

Em Timóteo ele é o nosso mediador entre Deus e os homens.

 

Em Tito ele é nossa bendita esperança.

 

Em Filemon ele é o amigo mais chegado que um irmão.

 

Em Hebreus ele é o sangue do pacto eterno.

 

Em Tiago ele é o Senhor que cura o doente.

 

Em Pedro ele é o pastor principal.

 

Nos livros de João é Jesus que tem a ternura do amor.

 

Em Judas ele é o Senhor que vem com milhares de santos.

 

E em Apocalipse, a igreja é conclamada a levantar os olhos, pois é chegada sua redenção.

 

Jesus é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.