UMA MENSAGEM URGENTE PARA A IGREJA!


Mensagem ministrada na quinta, 03/11/2011 - pelo pastor Ezequias, Apocalipse 1:1-3

UMA MENSAGEM URGENTE PARA A IGREJA! 01 Apocalipse 1.1-3

 

- O propósito ao estudarmos o livro de Apocalipse não é para nos aproximarmos dele com curiosidade frívola, como se estivéssemos com um mapa profético nas mãos, para investigar fatos históricos para sabermos os tempos no relógio profético. Ao contrário, esse livro nos foi dado como propósitos morais e espirituais: consolar-nos, mostrar o âmago da luta que estamos travando contra o mundo e o Diabo e a vitória retumbante de Cristo.

 

01.  Estamos diante de uma Revelação do próprio Verbo Encarnado: Jesus. (v. 1)

 

(a)    O nome é uma indicação do propósito do livro: tirar o véu da obscuridade que ainda paira sobre a pessoa e obra do Senhor Jesus Cristo.

 

- A palavra traduzida "revelação" é apokalupsis, que tem o sentido de desvelar, tirar o véu. O sentido claro do termo é que a mensagem foi transmitida para ser entendida. Para muitos, entretanto, o Apocalipse é um livro fechado, impossível de ser entendido. (E.A. Mcdolwell)

 

(b)   A descoberta de quem é Jesus é reservada para os seus “servos”: uma classe de humildes colaboradores e não uma elite especializada em destrinchar mistérios esotéricos.

 

- Referente à declaração, o Dr. John Walvoord diz: "É uma revelação de verdade e do próprio Cristo, uma exposição de acontecimentos futuros, isto é, sua Segunda Vinda, quando Cristo será revelado".

 

- Ao experimentarmos esse livro, queremos obter uma visão melhor de Jesus- e guardar nossa descoberta colocando-a em prática nas nossas vidas. (Lawrence Richards)

 

(c)    Essa era uma Revelação de uma Pessoa e não apenas de um holograma!

 

- A profecia de João é, em primeiro lugar, a revelação de Jesus Cristo, não a revelação de acontecimentos futuros. Não se deve separar a Pessoa da profecia, pois sem a Pessoa, a profecia não poderia se cumprir. Nas palavras de Merril Tenney: "Ele não é secundário à ação, mas sim o Tema central". (Warren Wiersbe)

 

(d)   Esse “brevemente devem acontecer” não dá a ideia de cronometragem do tempo, mas sim de situações bem presentes na história da humanidade desde sempre.

 

- Nenhum cristão deve estudar as profecias apenas para satisfazer sua curiosidade. Quando Daniel e João receberam a revelação de Deus acerca do futuro, ambos caíram como se estivessem mortos (Daniel 10.7-10; Apocalipse 1.17) Ficaram sobrepujados! Deve-se abordar este livro como admiradores e adoradores, não apenas como estudiosos acadêmicos. (Warren Wiersbe)

 

(e)    João, o apóstolo viveu um tempo de severa perseguição sob a tutela do sanguinário Domiciano, ano 95 D.C.

 

(f)    Deus revela Jesus Cristo aos que estavam em posição de vulnerabilidade.

- No dizer de Thomas a Kempis: "Os mistérios são revelados aos mansos. Os puros de coração verão a Deus. Um coração puro penetra nos céus e no inferno." Aqueles tempos, prenhes dos mais estupendos eventos, desde agora começam a desdobrar-se.

 

-  "Esse vívido panorama deve ser lido à luz daquela gloriosa esperança, o pronto retorno do Senhor, bem como à luz das chamas abrasadoras da perseguição romana". (Robertson)

 

(g)   Agora, um anjo aparece na ilha-prisão de Patmos e recreia o coração do apóstolo mais idoso com uma mensagem rejuvenescedora!

 

- Apocalipse significa tirar o véu, descobrir, revelar o que está escondido. A ordem de Deus é: "Não seles as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo" (22:10). As coisas que em breve devem acontecer mostra que há uma tensão entre o futuro imediato e o mais distante; o mais distante é visto como que transparecendo do imediato. (Hernandes Dias Lopes)

 

(h)   Os cristãos desse tempo estavam em luta pela exclusividade do culto ao Senhor Jesus!

 

- Essa prática era a "adoração ao imperador", que obrigava um crescente número de cristãos a fazer uma escolha pública entre César e Cristo. Todas as épocas têm um teste equivalente para provar a verdadeira lealdade cristã. Para os cristãos do tempo de João, o teste era serem perseguidos e martirizados. (Michael Wilcock)

 

02.  Estamos diante de uma Revelação que foi vista por um homem de carne e osso! (v. 2)

 

(a)    O “servo” João recebeu sinalizações claras de tudo o que acontecia no espectro do mundo sobrenatural.

 

- Ele (Jesus) confiou ao apóstolo João esse livro de revelação, para transmiti-lo à igreja como predição dos mais importantes eventos que aconteceriam a ela até o fim dos tempos, para o incentivo à fé do seu povo e direcionamento de sua esperança. É chamado de "Revelação" porque nele Deus desvela aquelas coisas que nunca poderiam ter sido escolhidas pelo raciocínio da compreensão humana, aquelas coisas profundas de Deus que nenhum homem conhece, a não ser o Espírito de Deus, e aqueles a quem Ele revela. (Mattew Henry)

 

(b)   Essa palavra era do próprio Deus, o seu testemunho é verdadeiro (legitimo).

 

- Para a maioria dos que resolveram estudar o Apocalipse de João, aquela Palavra e aquele Testemunho foram a única fonte de iluminação: a Bíblia nas mãos, e o Espírito Santo no coração. É mantendo este foco de iluminação no centro do caminho a ser percorrido, em vez de utilizar-se da pequena luz que os estudos críticos lançam sobre o escuro, é que "quem quer que por ele caminhe não errará, nem mesmo o louco" (Is 35:8). (Michael Wilcock)

 

(c)    O livro de Apocalipse é um livro altamente simbológico. Por que?

 

* É como as parábolas: esclarece uns e confunde outros. Para a igreja era uma mensagem clara, mas para os ímpios uma mensagem indecifrável.

 

* Os símbolos não enfraquecem com o tempo. Em vez de falar do diabo como um ser maligno, falou de um dragão. Em vez de falar de um ditador, falou de uma besta. Em vez de falar de um sistema sedutor, falou de uma Meretriz, Babilônia, a grande.

 

(d)   E João foi uma testemunha que confirmava com exatidão o que via.

 

- Nada do que está registrado nessa revelação foi sua própria invenção ou imaginação; mas tudo foi o registro de Deus o testemunho de Jesus; e, como não acrescentou nada a ele, assim também não reteve nenhuma parte dos conselhos de Deus.

 

(e)    Ele “viu”... na tradição dos profetas do Antigo Testamento, ele foi um “vidente”.

 

- O verbo "ver" ocorre mais de cinquenta vezes no Apocalipse. Segundo o antigo linguajar profético, ele inclui ouvir. Constitui um termo técnico para o recebimento de uma revelação profética propriamente dita, razão pela qual no tempo antigo os profetas eram chamados de "videntes". O vidente tinha de ser um bom ouvinte, pois Deus costuma mostrar seus sinais acompanhados de palavras interpretativas. Por meio delas ele dirige o olhar e o entendimento do profeta, assim como também a transmissão da mensagem. (Adolf Pohl)

 

(f)    Fica-nos bem claro o propósito desse livro ao considerar que:

 

- O objetivo do livro de Apocalipse não é nos dar uma tabela do tempo do fim, mas nos revelar o Noivo glorioso da igreja, o supremo conquistador. A igreja precisa olhar para a supremacia do seu Senhor. Durante a sua primeira vinda a glória de Cristo estava encoberta. Ele viveu se esvaziando da sua glória. Mas na segunda vinda de Cristo, sua glória será auto-evidente (Mc 14:61-62; Ap 1:7). (Hernandes Dias Lopes)

 

Marcos 14:61-62

61 - Mas ele calou-se, e nada respondeu. O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?

62 - E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu.

 

Apocalipse 1:7

7 - Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.

 

03.  Estamos diante de uma Revelação que deveria nos fazer mais humildes. (v. 3)

 

(a)    “Próspero” é aquele que lê, ouve e guarda tudo o que está escrito nesse livro santo.

 

(b)   A leitura aqui é pública, evidencia um costume na igreja antiga de se guardar um dia na semana, como “dia do Senhor”.

 

- As referências "a aqueles que leem" reflete a forma de culto na igreja primitiva, na qual alguém lia as Escrituras em voz alta no Dia do Senhor (1.3; I Timóteo 4.13).

 

I Timóteo 4:13

13 - Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá.

 

- O Apocalipse foi enviado como uma carta circular às igrejas existentes em sete cidades da Ásia Menor, e deveria ser lido em voz alta nas reuniões. Era uma mensagem dirigida às necessidades reais do povo do primeiro século. (Michael Wilcock)

 

(c)    Repare a denúncia de Spurgeon:

 

- Não é verdade que o Dia do Senhor está se tornando, cada vez mais, um dia de recreação e de ociosidade; e a Casa do Senhor, um templo pagão cheio de ídolos ou um clube social onde existe mais entusiasmo por divertimento do que o zelo de Deus? Ai de mim. Os limites estão destruídos, e as paredes, arrasadas: e para muitas pessoas não existe igreja nenhuma, exceto aquela que é uma parte do mundo; e nenhum Deus, exceto aquela força desconhecida por meio da qual operam as forças da natureza.

 

(d)   O “tempo está próximo”, não “kronos”, mas “kairos”.

 

- A palavra "Apocalipse" significa descoberta, sem véu. Revelação não é especulação humana, é a Palavra de Deus e o testemunho fiel (v. 2). Ele revela o plano vitorioso, triunfante de Cristo e da sua igreja. Sua vitória absoluta contra todos os seus inimigos: a Meretriz, a besta, o falso profeta, o dragão, os incrédulos, a morte. O Apocalipse mostra que o último capítulo da história não será de tragédia, mas de uma retumbante vitória do Cordeiro de Deus, o Rei dos reis e Senhor dos senhores. (Hernandes Dias Lopes)

 

Ilust. O barão Cristóvão de Pfeil era ministro do rei Frederico. Um dia o

rei levantou-se mais cedo do que de costume e foi logo ao gabinete de seu ministro. À vista do rei, o criado do ministro ficou muito incomodado. O rei queria ver seu ministro, mas este tinha dito ao criado que ele não podia receber quem quer que fosse. A quem devia obedecer? O criado explicou ao rei que seu amo não podia receber naquele

momento. O rei esperou. Depois de um quarto de hora, o ministro apareceu, inclinou-se diante do rei e disse: – Perdoe-me Vossa Majestade! Estava a falar com o Rei dos reis!

Aquela hora matutina era quando o ministro fazia sua oração e nessa hora não queria que ninguém o perturbasse. Não é muito, na verdade, que dediquemos ao Senhor alguns momentos cada dia. – M. De.